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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Manias: um laudo psicológico de Pedro

Quando alguém se propõe a escrever sobre experiências pessoais, já sabe que nem sempre  os assuntos serão suaves. 

E este certamente este é um tema sobre o qual escrevo com muita dor. 

Por isso serei breve. 

Nas últimas semanas como aluno da antiga escola Pedro começou a desenvolver algumas manias, como enfiar o dedo do ouvido, na boca... 

Não quer falar sobre o assunto. 

Mas o que antes era disfarçável, agora é óbvio. 

Pedi à psicóloga um laudo para que possa levar à nova escola: certamente este retorno, que já prometia ser difícil, diante dessa novidade, será bem pior. 

É... Parece que uma criança de 5 anos não consegue passar imune à uma vida escolar como a de Pedro sem sucumbir.

Fragmentos do laudo:

"(...)Há aproximadamente um mês, começou a apresentar compulsivamente movimentos específicos com o corpo, que repete numa determinada ordem. Isso coincidiu com a exacerbação das dificuldades de relacionamento na escola que frequentava, o que estava causando vivência de muita angústia. 

(...) Pedro encontra-se, no momento, frustrado e desconfiado em relação aos adultos e idéia de frequentar uma nova escola, pois teme novas frustrações. Está também inseguro em relação à sua capacidade de estabelecer relações adequadas. Sofre com seus rituais que não consegue deixar de realizar e que provavelmente tem como objetivo controlar a angústia.

(...)Vale aqui ressaltar que o laudo psicológico é um instrumento elaborado num determinado momento da vida do sujeito, não sendo, portanto, definitivo"


sábado, 25 de junho de 2011

Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho tem segredos com a escola e não os compartilha com você?

Esse episódio se deu com a primeira psicóloga, a que acreditava que Pedro era só um menino pressionado a crescer pelos seus pais.

Pois como ela discordava de que deveria investigar com mais critério a superdotação, quando teve a oportunidade de ir à escola em que Pedro estudava, provavalmente falou sobre assuntos que não compartilhava comigo porque, ao questioná-la sobre qual foi o teor da conversa, disse:

"Não posso lhe contar. O que você precisa saber a escola dirá."

E eu pensei: 

"Como assim?"

Não preciso nem dizer que o pensamento seguinte foi:

"É hora de trocar de psicóloga!"

terça-feira, 21 de junho de 2011

Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho não acredita em superdotação?

Em dois momentos encontrei resitência por parte de psicólogas para aceitarem a alta habilidade de Pedro.

A primeira psicóloga que atendeu Pedro foi a pessoa que ratificou a nossas suspeitas de que ele estava sendo vítima de bullying num dos colégios já citado por mim. Infelizmente, porém, no tempo que se seguiu a este episódio, a psicóloga tentou nos convencer de todas as formas de que nós tentávamos transformar Pedro num mini adulto e desconstruíamos a sua infância a todo tempo. Foram seis meses nesse embate até que resolvi interromper a psicoterapia.

Nessa época ainda não havíamos avaliado Pedro.

O segundo caso foi com a psicóloga da escola atual. Convencida de que Pedro estava deprimido, apesar de saber que suas reclamações e falta de entusiasmo só ocorriam na escola, aliás, só ocorriam em determinados momentos e com determinadas professoras, ela insistia. Essa profissional, mesmo diante do laudo que esclarecia a condição de Pedro e que dava diretrizes sobre como tocar o dia-a-dia com uma pessoa com as suas características de personalidade insitia em sua teoria, e insistiu até o fim.

Dessas duas experiências tirei uma lição: acredite em sua intuição. 

Li em algum lugar (e quando achar a fonte volto aqui para colocá-la) que 80% dos casos em que a família suspeita de que há superdotação ela se confirma após avaliação.

Se tivesse acreditado na primeira psicóloga estaria, até hoje, lutando contra a própria natureza de Pedro Paulo e esta, certamente, tem interesses relativos à sua idade mas, também, tem tantos outros que não o são.

Se tivesse acreditado na segunda, Pedrinho estaria mais tranquilo na escola, mas também medicado, lento e sedado. 

Nenhum dos profissionais pelos quais Pedro passou entendeu que ele estivesse deprimido, a pistas revelam mais que tenha uma frustração intelectual no ambiente escolar.

Veja também:


Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho tem segredos com a escola e não os compartilha com você?