Criança é curiosa. Criança cientista é mais ainda! Esse blog existe para relatar a experiência de ser mãe de um menino que é cientista desde que fala, bem como questões relativas à superdotação, alta habilidade, talento e (con)vivência escolar.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Ciência para Crianças em São Carlos
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Mãe de Adolescente Cientista
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05:29
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terça-feira, 21 de junho de 2011
Pedro dá resposta ao filme Procurando Nemo
Essa historinha merece ser compartilhada.
Pedro tinha 1 ano e meio quando viu, pela primeira vez, o filme Procurando Nemo.
Vocês se lembram da cena final do filme? Olhem ela aqui:
Ao ver a cena, ele respondeu:
"Chamem o peixe-espada, ele abre o saquinho!"
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Mãe de Adolescente Cientista
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Estudantes viram cientistas em Cuiabá
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| Fonte: Nova Escola |
Confira a reportagem.
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Mãe de Adolescente Cientista
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Meios de Transporte
No post Mesinha de Cabeceirinha de maio/junho citei o livro As Férias, que faz parte de uma triologia.
Pois bem, lá estava eu lendo o livro com Pedro pela segunda vez, de noite, cansada, com sono, com muito sono, e sem o entusiasmo que custumo ter quando leio um livro para ele.
A história se dá numa época antiga, lá pelo século XIX. Num determinado momento da história, os personagens precisam ir à Paris.
Nessa parte do livro acho que a minha leitura já deveria estar bem sem entonação, porque ele me perguntou:
"Eles vão para Paris como, de avião?"
E eu, que não esperava a pergunta, respondi sonolenta:
"Sim, de avião."
Aí Pedro não me perdoou:
"Como de avião, se naquela época só tinha carruagem. Você tem que prestar mais atenção na leitura, mamãe!"
Pois bem, lá estava eu lendo o livro com Pedro pela segunda vez, de noite, cansada, com sono, com muito sono, e sem o entusiasmo que custumo ter quando leio um livro para ele.
A história se dá numa época antiga, lá pelo século XIX. Num determinado momento da história, os personagens precisam ir à Paris.
Nessa parte do livro acho que a minha leitura já deveria estar bem sem entonação, porque ele me perguntou:
"Eles vão para Paris como, de avião?"
E eu, que não esperava a pergunta, respondi sonolenta:
"Sim, de avião."
Aí Pedro não me perdoou:
"Como de avião, se naquela época só tinha carruagem. Você tem que prestar mais atenção na leitura, mamãe!"
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Mãe de Adolescente Cientista
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Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho não acredita em superdotação?
Em dois momentos encontrei resitência por parte de psicólogas para aceitarem a alta habilidade de Pedro.
A primeira psicóloga que atendeu Pedro foi a pessoa que ratificou a nossas suspeitas de que ele estava sendo vítima de bullying num dos colégios já citado por mim. Infelizmente, porém, no tempo que se seguiu a este episódio, a psicóloga tentou nos convencer de todas as formas de que nós tentávamos transformar Pedro num mini adulto e desconstruíamos a sua infância a todo tempo. Foram seis meses nesse embate até que resolvi interromper a psicoterapia.
Nessa época ainda não havíamos avaliado Pedro.
O segundo caso foi com a psicóloga da escola atual. Convencida de que Pedro estava deprimido, apesar de saber que suas reclamações e falta de entusiasmo só ocorriam na escola, aliás, só ocorriam em determinados momentos e com determinadas professoras, ela insistia. Essa profissional, mesmo diante do laudo que esclarecia a condição de Pedro e que dava diretrizes sobre como tocar o dia-a-dia com uma pessoa com as suas características de personalidade insitia em sua teoria, e insistiu até o fim.
Dessas duas experiências tirei uma lição: acredite em sua intuição.
Li em algum lugar (e quando achar a fonte volto aqui para colocá-la) que 80% dos casos em que a família suspeita de que há superdotação ela se confirma após avaliação.
Se tivesse acreditado na primeira psicóloga estaria, até hoje, lutando contra a própria natureza de Pedro Paulo e esta, certamente, tem interesses relativos à sua idade mas, também, tem tantos outros que não o são.
Se tivesse acreditado na segunda, Pedrinho estaria mais tranquilo na escola, mas também medicado, lento e sedado.
Nenhum dos profissionais pelos quais Pedro passou entendeu que ele estivesse deprimido, a pistas revelam mais que tenha uma frustração intelectual no ambiente escolar.
Veja também:
Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho tem segredos com a escola e não os compartilha com você?
Veja também:
Mas, e se a psicóloga que atende o seu filho tem segredos com a escola e não os compartilha com você?
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segunda-feira, 20 de junho de 2011
O caminho que percorremos para entender a alta habilidade de Pedro
Acho importante esclarecer como o nosso entendimento sobre a alta habilidade de Pedro vem se construindo ao longo do tempo.
No início, apesar de sabermos que Pedro tinha uma inteligência peculiar não associávamos isso à superdotação.
Como eu e meu marido tivemos lá as nossas precocidades quando éramos crianças, imaginávamos ser natural que com ele se desse da mesma forma.
Tempos depois tive acesso a farto material sobre a Educação Especial e da longa lista de características que li Pedro encaixava-se em muitas delas.
Desse momento em diante meu marido manteve o entendimento que tínhamos até então e eu passei a investigar um pouco mais sobre a superdotação.
Essa investigação, se serviu para aprimorar nossa relação em casa, não serviu para impedir os problemas com as escolas.
Eu ainda não tinha estudado o suficiente: não sabia, por exemplo, que essas crianças são sujeitos de um rol de direitos previstos em lei; não sabia que há o tipo clássico de superdotados, o escolar e o criativo-produtivo, caso de Pedro.
Entender que pedir alguma ou outra flexibilização por parte da escola não é incomodar, mas sim defender um direito de seu filho faz toda a diferença.
Outro passo importante para nós e, acredito que pelos relatos que tenho lido, de outros pais também, é a avaliação. A partir da posse de um laudo o trato com a escola terá como ponto de partida um diagnóstico dado por profissionais. O laudo evita desgastes desnecessários. Evita, por exemplo, que achem que você quer privilégios para o seu filho.
Neste momento, o entendimento principal que absorvemos, eu e meu marido, é que ao procurar uma escola, nós, pais dos PAH, devemos estar atentos ao nível de inclusão das diferenças que esta escola mantém, porque as suas chances de ter acertado são muito maiores do que as que nós tivemos até agora.
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A primeira historinha feita por Pedro
Vocês conhecem essas bolas? Provavemente sim. Quase todas as crianças da geração de Pedro brincaram com elas. Ou em casa ou nas creches. Elas se chamam Bolinhas da Descoberta.
Pois é, Pedro brincou bem com elas até fazer um ano, ou um pouco antes. A partir daí passou a reclamar que gostava mais dos meios de transporte que das bolas. Dizia que os veículos sentiam calor dentro das bolas.
E ele tanto fez, tanto fez, que convenceu o avô a quebrar as tais bolinhas. Foi um esforço danado! Terminada a tarefa, ele sentou-se na varanda da casa e declamou a sua primeira história, aos 2 anos:
"Era uma vez um carrinho que vivia triste, preso num planeta, aí, o vovô quebrou a casquinha e ele foi feliz para sempre..."
Nessas horas a gente fica assim, meio com cara de tacho, depois dá um abraço nele, e um beijo, e diz: Que lindo, você fez uma linda história! Nós te amamos, filho!"
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