terça-feira, 2 de agosto de 2011

Entre Puns e Cacas

Desde que li o texto Visceral, da Ana Paula, fiquei me perguntando porque ainda  não havia ensinado para Pedro os fundamentos de um bom cocô. 

Inspirada pelo texto passei a dar algumas dicas para ele, que ficou bastante interessado em saber mais sobre suas eliminações.

Por coincidência, a revista Recreio da semana passada (nº 594) aborda o tema com o título "No Reino da Cocolândia" .

Deixo então a sugestão para vocês: a revista aborda de forma direta e bem humorada esse assunto que, digamos, é do interesse de todos nós!

Resumo da matéria da Recreio:


"SEU CORPO
No mundo da cocolância
Você pode até ter feito alguns destes cocôs. Entenda por que há tamanhos, cores e fedores tão variados"

Escola Pública ou Particular?

Para quem chegou no blog recentemente e, principalmente, para quem não tem vivido alguma experiência escolar com crianças PAH, o post de ontem- Dicas para pais de PAH, pode ser meio assustador. Também pode levar o leitor a pensar que fiz apologia à escola pública ou que me posicionei contra a escola particular.

Nada disso!

Longe de mim entrar no debate sobre a vantagem de uma escolha sobre a outra, até porque nós, pais de crianças em idade escolar, já sabemos quais são as vantagens (e desvantagens) de uma e da outra.

O foco do post, na verdade é o de demonstrar um ponto que desconhecia até bem pouco tempo e que coloca a escola pública em vantagem sobre a média das escolas particulares na proporção lebre para tartaruga: a prontidão para a inclusão.

Li em algum lugar uma frase que ficou na minha cabeça: a inclusão é uma questão de diretos humanos. Creio que este é o primeiro entendimento que precisamos ter: deficientes auditivos e visuais, cadeirantes, disléxicos, portadores de síndrome de down, entre outros, todos têm direito à inclusão na sociedade, e essa inclusão passa também pela escola, pela sua adaptação às necessidades educacionais especiais desses alunos.

O segundo ponto importante é: o superdotado faz parte do grupo acima, ou seja, também ele tem necessidade educacional especial. E por mais difícil que seja enxergar como um não-deficiente está neste grupo, acreditem, é verdade! Tratamos dessa questão no post "Por que os superdotados têm direito à Educação Especial?"  e o que justifica a inclusão é uma série de características dos PAH. Para os superdotados a inclusão se daria através do enriquecimento curricular, do agrupamento com crianças de outras idades e da aceleração de série.

A conclusão, então, é que respeitar a necessidade especial do PAH também é uma questão de direitos humanos!

Mas, porque digo que a escola pública é mais inclusiva, ou pelo menos me parece ser mais inclusiva que a escolas por onde andei?

1º- Porque para a escola pública não há escolha: ela tem a obrigação legal de acolher a todos os matriculados;

2º- Porque ela tem que observar as políticas públicas para a educação especial ( e o Brasil adotou a política pública da inclusão)



3º- Porque há capacitação dos professores sobre o tema, já que a previsão é de que eles identifiquem as crianças e enviem para uma avaliação (sei que a realidade ainda não é esta em muitos municípios, mas há a previsão legal, é preciso que se cobre);

4º- Porque há os Núcleos de Atendimento de Alta Habilidade e Superdotação (NAAHS), responsáveis pelo acompanhamento e capacitação na rede pública.

Na prática, enquanto nas escolas por onde andei nos olharam com ceticismo quando tentei vincular o comportamento de Pedro (também e não somente) à superdotação, algo que é o be-a-bá do tema para qualquer um que já se aprofundou um pouquinho só nele, vi algo diferente e novo na escola pública que visitei em Niterói.

Fui até lá numa manhã de quarta-feira para a primeira reunião do NAAHS/RJ em 2011. Lá estavam mães de crianças que estudam na rede pública e que foram indicadas pelos seus professores para participarem da sala de recursos, onde acontecem atividades de suplementação curricular (através de oficinas) para as crianças PAH que, depois de indicadas, foram avaliadas pelo núcleo e reconhecidas como tal.

O objetivo da reunião era o de capacitar os pais sobre o tema superdotação, além de esclarecer sobre o método de trabalho com essas crianças. A reunião é aberta a todos os interessados e valeu muito ter ido. Lá vi o inverso do que vivi na escola particular, lá era a escola que se esforçava para que os pais e responsáveis entendessem que seus pimpolhos eram PAH, quais são os seus direitos, comportamento, etc.

Foi muito boa a experiência e sempre que puder irei até lá. 

Quando tive a oportunidade de falar disse para aquelas mães que aproveitassem a chance de estar em uma escola que sabe lidar com a superdotação de seus filhos, porque lá fora, a vida escolar nem sempre é assim!

Novo programa de Ciências: Trem da Ciência

Toda quinta-feira, às 19:30,  na TV Brasil, o programa "Trem da Ciência", que estreiou no dia 28/07 e é voltado para o público infantil, estará no ar.

"Na série, a dupla Thomas e Kati leva o público a expedições a bordo de uma locomotiva, onde acontecerão descobertas, experiências e investigações.

São viagens pelo tempo, pelo espaço, água e ar. Os dois vão revelar fatos interessantes da natureza, dos animais, da tecnologia, da física, da química e da história. Eles também mostram experimentos especiais para se fazer em casa.A série infantil, produzida na Áustria, já ganhou algumas premiações, como o Prêmio especial do júri no Festival Romy 2004 e o Prêmio Remi no Festival Internacional de Filmes de Houston 2005."

Confira no site da TV Brasil quais serão os temas do segundo programa, que será exibido no dia 04/08.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E já que o dia hoje começou com um post de dicas...

... trago para cá a Mensagem à Família de Eugênia Puebla, autora do livro Educar com o Coração, da Editora Peirópolis:

Na educação de nossos filhos
Todo exagero é negativo.
Responda-lhe, não o instrua.
Proteja-o, não o cubra.
Ajude-o, não o substitua.
Abrigue-o, não o esconda.
Ame-o, não o idolatre.
Acompanhe-o, não o leve.
Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.
Inclua-o, não o isole.
Alimente suas esperanças, não as descarte.
Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo.
Não o mime em demasia, rodeie-o de amor.
Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo.
Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade.
Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja.
Não lhe dedique a vida, vivam todos.
Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha.
E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra...
Ensina-lhe a viver sem portas.




Dicas para os pais de crianças PAH

Desde que comecei a escrever o blog recebi dicas valiosas de pais que já passaram por situações semelhantes à de Pedro ou que, simplesmente, têm crianças PAH, mas passaram por experiências diferentes.  

 Aqui estão algumas delas:

  • Antes de seu filho ser PAH ele é uma criança, e criança precisa de espaço, correr, cair, levantar, conviver com outras crianças, ou seja, MOVIMENTO e SOCIALIZAÇÃO, são palavras que não devem ser esquecidas;
  • Sobre o MOVIMENTO, o foco deve estar nas brincadeiras espontâneas muito mais do que nas atividades extra-classe;
  • Sobre a SOCIALIZAÇÃO, o foco deve estar nas brincadeiras espontâneas muito mais do que nas atividades extra-classe. Não, eu não errei, é isso mesmo, eu queria repetir a explicação. Expor nossos PAH ao contato com outras crianças é fundamental para que exercite a alteridade e para que se arrisque a fazer novas amizades;
  • A questão dos LIMITES é crucial, porque eles tem um poder de argumentação tão bom que você pode acabar cedendo mais do que deveria. Na escola, no parquinho, etc, não será assim, então é bom treiná-lo desde já;
  • Se optar pela ESCOLA particular esteja pronto para trocar o seu filho de escola quantas vezes for necessário. Enquanto nas escolas públicas há um discurso de inclusão, em razão das políticas públicas, com salas de recursos, por exemplo; nas escolas particulares, tudo vai depender da visão do dono. Como não há fiscalização, as escolas particulares são universos que se encerram nelas próprias;
  • Ah, e não se assuste se a ESCOLA ideal parecer ter se transformado em outra quando o seu filho mudar de ciclo. Há escolas que seguem uma filosofia no Jardim de Infância e outra no Ensino Fundamental e Médio;
  • Leve a sério as considerações de seu filho sobre a ESCOLA: onde há fumaça, há fogo;
  • Use o LAUDO a seu favor, ou seja, não o utilize ou utilize-o com moderação na escola. Na maioria dos casos que ouvi as escolas particulares reagiram de forma perversa: "se ele é superdotado não precisa de ajuda e deveria se comportar melhor";
  • Tudo tende a se ACALMAR  um pouco quando eles entram na segunda fase do período de latência, lá pelos 8 anos;
  • Troque experiências com OUTROS PAIS de PAH, isso vai ajudar a tirar o peso de ser a única pessoa do mundo vivendo essa questão;
  • Estimule os INTERESSES INTELECTUAIS do seu filho, mas não exagere na dose: quanto mais ele souber mais distante estará de seus pares e mais difícil será a socialização. Se quiser exagerar em algo, leve-o mais vezes à pracinha: o movimento estimula a criatividade e ainda libera endorfinas!
Obrigada, pessoal!

domingo, 31 de julho de 2011

E lá vai a família subindo a ladeira...

Quem nunca inventou uma história ou musiquinha meio sem pé nem cabeça para tentar distrair uma criança entediada que atire a primeira pedra:

Acho que já contei que a rua em que moramos é uma ladeira que, se às vezes é chata para subir, sempre oferece,no final, a recompensa de uma bela vista.

Pois uma noite dessas, quem reclamava da ladeira era Pedro, não queria subir, queria um táxi!

"Táxi, como assim, Pedro? Nenhum taxista vai querer pegar uma corrida tão curta e andar faz bem... Eu paro para você descansar, está bom assim?" Foi o que eu disse.

Mas meu marido quis fazer melhor, quis motivá-lo a subir e para isso sacou mão de uma composição improvisada. Sua musiquinha meio sem sentido tinha como tema justo o que? Os insetos que, depois dos dinossauros e répteis em geral são os seres que Pedro mais gosta.

E lá foi ele musicando:

Era uma vez uma formiguinha
E aí o besouro roubou a perninha da formiguinha...


Mal começou Pedro já interrompeu:

Que besouro é esse, o de chifre? Pai, você tá chamando o meu besouro preferido de ladrão? Não vale!

O papai não deu muita importância à pergunta (e esta, certamente, não é a melhor estratégia com um PAH) e falou:

Espera que a história vai continuar!

E continuou:

E aí o besouro pediu desculpas 
E o grilo emprestou uma perninha para a formiguinha
E a formiguinha perdeu mais uma perninha
E o gafanhoto emprestou
outra perninha para a formiguinha


E agora a formiguinha tem uma perninha de besouro, outra de grilo, outra de gafanhoto...



E assim seguiu a musiquinha pelas seis intermináveis perninhas da pobre formiguinha como se fosse um mantra insectóide. Meu marido realmente se empolgou e esqueceu de verificar se a audiência, no caso eu e Pedro, estávamos curtindo o seu som.

Já no final da música Pedro interrompeu o pai novamente e falou:

Pai, essa sua música é horrível e você colocou tantas pernas diferentes na formiga que deixou ela manca!

E foi assim que a ladeira e a musiquinha chegaram ao fim. Ufa!


Super Dica de Site: Ponto Ciência

"Várias experiências em um só lugar". É assim que se define o Ponto Ciência, mas vá até lá e confira. É muito mais que isto: o site reúne uma comunidade formada por professores, alunos e interessados por ciências. Experimentos de Química, Física e Biologia são apresentados com explicações,  fotos e vídeos e de forma simples. E, para melhorar o que já é bom, é possível de cadastrar no site e enviar os seus experimentos feitos em sala de aula ou em casa mesmo.

O projeto, que é pioneiro e totalmente gratuito, é realizado pela UFMG com finacimento da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia).

Vejam a experiência Olhos em Movimento:


Então, divirtam-se no Ponto Ciência!