quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O Insulto

"É possivel sair da petrificação causada pelo insulto e ainda manter a sabedoria para voltar a sorrir".

Li essa frase na Revista Psique desse mês, em um artigo sobre o insulto, e não pude deixar de pensar em Ana Paula e sua família, que vêm enfrentando um grande insulto: suas crianças, aceleradas na escola, foram "convidadas", pela Delegacia de Ensino, à regredir para as séries escolares correlatas às suas idades, ou seja, querem que as crianças "andem para trás"!

No artigo em que li, o insulto é apresentado em sua forma maior, mais grotesca difamatória e vexatória: o holocausto. O autor demonstra que mesmo em casos extremos é possível escolher como lidar com o insulto: no caso do holocausto, alguns sobreviventes acharam insuportável admitir que a vida pudesse permitir que pessoas subjugassem pessoas daquela forma, e sucumbiram; já outros, após libertarem-se do trauma, renasceram.

Sei que para a família de Ana não é preciso dizer que é possível sorrir diante do deboche que o sistema educacional está lhes oferecendo. Ana é pessoa rara e especial e sabe tirar sabedoria de suas vivências, as quais  faz a gentileza de compartilhar conosco no blog Abrindo Clareiras.



Aliás, acho até que errei o nome desse post; o nome que lhe cabe, na verdade, é Solidariedade.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Nova página no blog: Papo entre Pais

Hoje estou alegre. 

E a razão é este blog.

Há algum tempo atrás havia feito referência à minha vontade de trazer outros pais para aqui escreverem.

E hoje, começamos esta boa nova, através da participação de Jair, um pai muito ciente do tema superdotação e, principalmente, um pai que sabe exercitar a alteridade quando do contato com outros pais.

Seu relato "Aqui, somos pais ou especialistas?", que está logo aqui abaixo, para mim, é de uma felicidade ímpar. 

Começamos com o pé direito!

E para comemorar, deixo flores para todos nós!


Papo entre Pais: Aqui, somos pais ou especialistas?

Por que um cirurgião não deve operar alguém de sua própria família ?

Por que um advogado não deve atuar em um caso onde seja a parte processada ?

O bom senso diz que quase nunca dá certo quando uma pessoa ocupa as posições de especialista e parte interessada ao mesmo tempo.

E a razão é simples: os interesses e emoções pessoais atrapalham os julgamentos objetivos.

Quando comecei a enfrentar algumas das dificuldades que acometem os pais de superdotados, eu, como muitos, fui atrás de informações sobre superdotação.

E existe muito material acessível hoje em dia.

Tive, também, a possibilidade de buscar apoio de profissionais qualificados no tema.

Mesmo assim, faltava algo a essa leitura e a esses profissionais: a experiência concreta e variada dos pais. Isso porque as experiências de superdotação são muito diferentes umas das outras.

Além disso, a literatura a respeito está muito preocupada com a identificação dos superdotados, ou com a natureza da inteligência e relata pouca coisa das situações concretas.

Existem várias questões, para as quais os textos sobre inteligência e altas habilidades oferecem respostas muito genéricas e pobres. Perguntas tais como: você percebeu alguma diferença pelo fato de ser menino ou menina ? Como acelerou o seu filho na escola, e quais foram os resultados ? Como foi quando entrou na adolescência ? Como foi a experiência com as escolas ? Como lidou com o preconceito ? E com a admiração ? O trabalho em centros de apoio está fazendo alguma diferença ? Qual ?

Boa parte dessas informações eu consegui através do contato com outros pais pela internet. Através das redes sociais e blogs encontrei relatos generosos das experiências de outros pais. Estes relatos são diferentes uns dos outros, ainda que tenham muito em comum. Não apenas por conta da individualidade dos superdotados, mas também porque os pais são diferentes, em matéria de valores, de situação social, de condições de apoio aos superdotados em sua região, de idade e, principalmente de história de vida.

Lembro de um relato extenso, feito por um pai brasileiro que morava com seu filho nos EUA. Muitos traços que ele descreveu do filho eram comuns ao Caetano, meu filho, mas as soluções que ele adotou não podiam ser copiadas por mim porque nossa condição social é muito diferente.

Para mim, por conta de minha condição social e das caraterísticas dos colégios particulares em minha cidade, tanto o laudo quanto a aceleração foram fáceis de se obter. Para outros pais, tratam-se de duras conquistas.

Voltando ao meu ponto inicial. Somos pais ou especialistas? Evidentemente há pais de superdotados que são profissionais da área de altas habilidades e educação, há também pais que podem ocupar a posição de especialistas em algo específico, graças a sua formação profissional como professor, psicólogo ou advogado, p. ex.. Mas, na maioria das vezes, somos simplesmente pais.

E o que isso significa ? Significa que estamos preocupados com nossos filhos e a todo tempo nos perguntamos se estamos fazendo a coisa certa, se estamos fazendo o bastante.

De fato, só os adolescentes que estão vivendo seu primeiro amor são mais atravessados por fortes emoções do que os pais e mães.

Nas competições escolares norte-americanas, é comum pais brigarem fisicamente. Claro que estes são casos extremos, mas como é que cada um de nós, pais e mães, reagiria a uma crítica feita aos nossos filhos ou a nosso comportamento como pais, que consideramos injusta ? De resto, como é possível fazer uma crítica justa sem conhecer o contexto em que uma atitude foi tomada ?

Como pessoas tão emocionalmente envolvidas com o assunto podem ser objetivas a ponto de serem tomadas como especialistas ? Creio que somos pais interessados e informados, o que não é pouco, mas não somos especialistas, e devemos ter a humildade de não falarmos como especialistas.

Foi partindo desse ponto de vista que construí este relato, e é com esse espírito que faço minhas interações com outros pais: com delicadeza e respeito e sempre lembrando de que do outro lado da rede estão pais e mães como nós, sensíveis e inseguros.

Por fim, criar filhos não é uma ciência exata, em que alguém possa dizer que fazendo X teremos o resultado Y. Educar é uma arte, é um caminho que o caminhante faz ao caminhar, e para o qual precisa de companheiros generosos, dispostos a partilharem sua experiência, seus erros e acertos, mas não conselhos definitivos, pois cada um tem seu caminho a percorrer, e o que funciona para um não funciona, necessariamente, para o outro.





Jair é pai de Caetano, um menino de 8 anos que se considera um pequeno cientista, admira Darwin e Einstein, e adora Monteiro Lobato, Julio Verne e o que mais houver de literatura e ciência para ler.


Desenvolvimento de Talentos e Altas Habilidades

Assim que Pedro foi avaliado, pedi à Prof. Cristina Delou uma indicação de livro.

Desenvolvimento de Talentos e Altas Habilidades foi o livro indicado por reunir diferentes especialistas no tema e pela abordagem nada hermética, muito pelo contrário.

Fica a dica!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Quem são os geeks?

Se no passado o termo nerd era usado de forma pejorativa, hoje em dia a gíria geek é utilizada para denominar as pessoas aficcionas por tecnologia, eletrônica, games... e muito mais!

O termo geek "que nasceu como uma alternativa para a palavra “bobo”, ganhou notoriedade quando virou sinônimo (positivo) para os chamados nerds modernos, que gostam de novidades mas não abdicam da vida social. "  Geeks, então, são pessoas apaixonadas pelo que fazem e que contribuem para uma mudança do mundo.



Mas, para alguns, os termos nerd e geek significam a mesma coisa, sendo que o que mudou, ao longo do tempo, "foi a aceitação social das pessoas ligadas em tecnologia".

Discordâncias à parte, vale conferir o que há na rede sobre o tema:

Revista Crescer: Toda criança pode ser um geek 
Coluna da mãe geek Mariana Eva na Revista Pais e Filhos: Mariana Eva
Wikipedia: Geek
Blog do pai geek Ken Denmead: Geek Dad
Livro: O Curioso Livro dos Geeks- Brincadeiras Inteligentes entre Pais e Filhos
Roupas e acessórios: Linux Mall

Este post foi  i nspirado pelo blog Pequenos Leitores!

domingo, 21 de agosto de 2011

O Fundo do Mar

Recebi essas fotos por e-mail, de meu marido, com o título "Para o Pedro Paulo".

É que Pedro aprecia muito o fundo do mar.

As fotos são lindas e resolvi trazê-las para cá.

Bom domingo de chuva (pelo menos aqui no Rio a manhã está calma e chuvosa...)




























Plante a sua árvore!

O site do filme Tainá 3, que está em fase final de edição e deve ser lançado em dezembro, nos cinemas, está convidando as crianças para que reflorestem a Floresta Nacional do Tapajós

É simples: através do site as crianças podem criar uma árvore virtual e cuidar dela regando a cada dia. E, para cada árvore virtualmente plantada, a produção compromete-se a plantar um árvore real. 



O último mutirão aconteceu na comunidade de Tauari, na Floresta Nacional do Tapajós. "A comunidade de Tauari fica localizada a 140 KM de Santarém (no Pará). Aproximadamente 40 famílias que se mantêm por meio da agricultura familiar no local receberam as doações."

Virginia Limberger, produtora do filme, explica a iniciativa. “A mensagem que o filme ‘Tainá 3’ traz é de preservação da natureza e nada melhor do que a gente botar em prática isso. Então através do site a gente tem conseguido fazer com que as crianças, elas desenvolvam uma vontade de cuidar das plantinhas, de cuidar das árvores, áreas degradadas da Floresta Nacional do Tapajós."

Pedro criou a sua arvorezinha e ficou feliz com isso; prometeu voltar para cuidar de sua muda. 

Para plantar a sua árvore entre no site de Tainá 3.

Veja a reportagem completa sobre o replantio de mudas em Tauari no site Notapajos.